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MODOS DE FAZER

AQUI VAMOS DISCUTIR OS MODOS DE FAZER DE NOSSO POVO E COMO PODEMOS AJUDAR A PRESERVÁ-LOS

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AQUI PODEMOS INICIAR NOSSA DISCUSSÃO PARA O PROJETO DE REGISTRO DA MEMORIA ATRAVÉS DO ARTESANATO

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Tipos de Artesanato

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Artes e Ofícios de Trabalhar a Pedra

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Artes e Ofícios de Trabalhar o Metal

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ICONOGRAFIA BETINENSE

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Comentário de Charles Moraes de Lima em 17 dezembro 2008 às 16:34
NOBRES INSTITUIDOS
SEGUE LINK PARA UM TEXTO DO SEBRAE QUE ACHO QUE DEVERIAMOS DISCUTIR PRINCIPALMENTE NO QUE TANGE A TERRITORIALIDADE.
http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/E1C3CE6A43DBDB3203256FD6004907B7/$File/NT000A61AE.pdf
Comentário de Fabiana Martini Lopes em 9 novembro 2008 às 20:10
Adorei. O homem com sua necessidade de crescimento fez e refez, criou e recriou tirou e tira o melhor de sí para produzir riquezas e cultura. Tudo tem importância a começar pelo barro. Terra é sempre terra.
Comentário de Silvânia Aparecida de Souza em 8 novembro 2008 às 19:08
Que bacana. Adorei a história da tecelagem. Quantas informações e um estudo completo. So você Tcharles para nos fornecer essas riquezas. Parabens!!!
Comentário de Pierre em 8 novembro 2008 às 1:32
Tcharles, Estou aqui! Obrigado por mais este convite!
Comentário de Charles Moraes de Lima em 6 novembro 2008 às 11:49
UM TEXTO DO MINISTERIO DO DESENVOLVIMENTO:
O artesanato confunde-se com a história do homem, pois a necessidade de se produzir bens de utilidade e de uso rotineiro e até mesmo adornos, expressou a capacidade criativa como forma de trabalho. Há registros de que no ano 6 mil a.C. os primeiros artesãos surgiram no momento em que transformaram elementos da natureza em objetos de uso, através do polimento de pedras, da fabricação da cerâmica e do trançado de fibras animais e vegetais.

Nas cidades medievais as corporações de artesãos estabeleciam regras para o ingresso na profissão e tinham controle de quantidade, qualidade e de preços dos produtos. A corporação também protegia seus associados proibindo a entrada de mercadorias similares às produzidas na cidade e, também, amparavam seus trabalhadores em caso de velhice, doença ou invalidez.

Na América os índios produziam objetos para o uso cotidiano utilizando a cestaria, a cerâmica, a arte plumária e a pintura, com pigmentos naturais. Com o advento dos europeus e dos negros ao Brasil, surgiram novas necessidades, conhecimentos e técnicas de produção. A combinação desses fatores gerou o artesanato genuinamente brasileiro. No Brasil colônia os artesãos eram responsáveis pela produção de bens que atendiam as necessidades das aglomerações humanas que emergiam em todo o território brasileiro. Os artesãos eram reconhecidos pela sociedade e estavam presentes economicamente em quase todas as comunidades.

O crescimento industrial delineou uma outra realidade para o artesanato brasileiro, na medida em que supria o mercado com produtos mais baratos e em larga escala. As oficinas artesanais foram deixando de produzir bens necessários tanto para o cotidiano doméstico, como para o trabalho no campo e nas pequenas cidades. Nesse novo contexto, os artigos artesanais passaram a ter forte apelo cultural, atendendo uma nova necessidade humana: preservar as suas memórias culturais, mantendo vivos o patrimônio imaterial brasileiro e a sua história.

Os artesãos foram os guardiões de grande parte dos conhecimentos relativos aos processos de produção tradicionais empregados em todo o país. Por isso, hoje esses produtos atendem novos nichos de mercado, onde a identidade passa a ser um valor a ser conquistado, num mundo onde a padronização e a globalização ameaçam a individualidade e a diversidade cultural.

As primeiras iniciativas do governo brasileiro em transformar o artesanato de subsistência em atividade profissional remontam à década de 50, quando foi divulgado o primeiro estudo quantitativo de artesãos no nordeste brasileiro. Na década seguinte nos estados do Ceará e Bahia foram identificados os maiores índices de artesãos com capacidades produtivas, cuja comercialização ultrapassava os limites locais da produção. Nessa ocasião, a mulher artesã revelou-se como principal produtora do ramo, contribuindo assim para a suplementação da renda familiar.

Com a criação do PNDA, na década de 70, surgiram diretrizes promotoras do setor. Nos anos 80 percebeu-se a necessidade da valorização dos aspectos culturais, e da formação dos artesãos em organizações cooperativas. Foram estruturados programas de qualificação do artesão e de melhoria da comercialização do produto artesanal, assim como a elaboração e divulgação de um calendário de eventos do setor.

O Programa do Artesanato Brasileiro foi criado nos anos 90, no âmbito do Ministério da Ação Social. Em 1995, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior assumiu a gestão do PAB. Atualmente compõe a estrutura organizacional do Ministério, sob a coordenação do Departamento de Micro, Pequenas e Médias Empresas, da Secretaria do Desenvolvimento da Produção. Em consonância com as diretrizes do segmento das Micro, Pequenas e Médias Empresas, o PAB está desenvolvendo ações que contribuem para o desenvolvimento e o aproveitamento das vocações regionais, a geração de trabalho e renda, e o apoio ao artesão.

O artesanato tem em si a gênese dos sistemas produtivos atuais, possuindo os requisitos básicos para a promoção do desenvolvimento sustentável, de forma a garantir condições dignas de vida em qualquer ponto do território brasileiro, tendo o artesão como principal agente.
Comentário de Charles Moraes de Lima em 6 novembro 2008 às 11:45
A Tecelagem
Fernanda Ingenleuf

A tecelagem surgiu da necessidade. Ninguém consegue precisar exatamente quando começou a ser praticada.
Temos notícia de que já na era paleolítica foram encontradas, em locais arqueológicos, agulhas finas que poderiam ter sido utilizadas para tecer.
Isso poderia ser confirmado quando se sabe que, nessa época, os homens deixaram de só matar os animais para alimentação e passaram também a utilizar o que eles proporcionavam: lã, leite, crias etc.. . O homem paleolítico que se protegia com peles de animais, procuraram um meio de usar proteção menos pesada e mais prática. Alguns povos encontraram a forma de fiar as fibras e as tecer. Surgia a tecelagem.
Datam da era neolítica os primeiros registros de trama de fibras vegetais e animais tecidas com as marcas deixadas por esses tecidos sobre pedras, argila ou barro.
Do Egito temos registros de um prato com a ilustração de um tear horizontal com os urdumes presos no chão que datam aproximadamente de 4000 a.C., e pinturas em tumbas com figuras de mulheres trabalhando em um tear datadas de 2000 a.C.
Os tecidos dessa época deveriam ser muito rústicos, mas as técnicas de tecer foram sendo aperfeiçoadas, criadas ferramentas especiais, diferentes fibras naturais testadas, e a tecelagem foi se aperfeiçoando e seu objetivo se diversificando, passando até a identificar a classe a que uma pessoa pertencia.
O mais antigo exemplar de tecido recuperado por arqueólogos, que se conservou milagrosamente é o famoso tapete de Pasyrik, datado do século V a.C.
Já antes de Cristo, o norte da Europa e a Índia trabalhavam o cânhamo. No Mediterrâneo, existiam especialistas na arte de fiar, tecer e tingir a lã das ovelhas.Na China, produzia-se a seda e na América, ainda por descobrir, os povos indígenas utilizavam a lã das alpacas e as flores do algodão.
Os teares já eram parecidos com os que usamos hoje em dia. O tecelão sentava-se no chão para tecer, fazendo muitas vezes um buraco para ficar mais confortável. Nos países mais frios, os tecelões começaram a colocar a urdidura mais alta para trabalharem sentados num banco, longe do chão frio. Mas ainda hoje encontramos povos que ainda se sentam no chão.
Do século III d.C. existem exemplares de tecidos persas e coptas com alto nível de refinamento. Entretanto, esse conhecimento demorava a passar as fronteiras.
A seda só chegou à Europa na época de Júlio César e era muito cara, pois além de percorrer um longo caminho, os chineses guardavam segredo da sua elaboração.
O algodão e o linho só começaram a ser utilizados pelos povos ibéricos durante a Idade Média, trazidos pelos mulçumanos.
Com a chegada do algodão que era firme e forte, os povos ibéricos começaram a fazer uma mistura de urdidura em algodão e trama em lã, tramados em ponto de sarja, mais suave e firme. Nascia o fustão, que reinou na Europa por mais de quatro séculos.
Com o êxito do fustão, faltou a linha.
No século XIII fiava-se apenas com o fuso e a roca. Era necessário fiar-se quilômetros de fios.
Tenha como exemplo que quando se tece a metro, é normal se carregar um tear com uma urdidura de 200m de comprimento e 5 fios por cm. Com a largura de um metro, estamos falando de 100km de fio. Só para a urdidura.
No ano de 1350, surgiu a primeira máquina de fiar, embora muito rústica, representou um passo enorme no trabalho de fiar, proporcionando o desenvolvimento do tear e da tecelagem como indústria.
O surgimento da primeira máquina de fiar, ainda que rústica, proporcionou o desenvolvimento do tear e da tecelagem como indústria.
Os teares vão se transformando pouco a pouco; ganham um mecanismo para passar a lançadeira de um lado para o outro da urdidura; são colocadas rodas sob as lançadeiras para aumentar a velocidade e diminuir o tempo de execução de um trabalho. Ajustes são feitos, novos mecanismos inventados, mas a tecelagem continua a ser um trabalho artesanal que é muito bem remunerado e respeitado nessa época.
No século XVI, em Sevilha já funcionavam perto de 15 000 teares.
Os séculos XV e XVI são conhecidos pelo grande desenvolvimento das viagens para novas terras e pela navegação. Todas as marinhas da Europa utilizam barcos à vela. As velas têm que ser tecidas.
Também eram muito requisitados os tecidos requintados, com desenhos complicados, adamascados, peças de linho, cortinas de seda, roupas tecidas com fios de ouro e incrustações de pérolas e pedras preciosas. Os artesãos competentes eram figuras de destaque nas cortes européias nessa época.
As viagens pelas terras longínquas, o comércio entre os povos, trouxe para a Europa artesãos com diferentes conhecimentos sobre a tecelagem, sua maneira de tecer e seus segredos.
Do Oriente veio com seus artesãos, o camelão, tecido muito bonito e caro feito com pelo de cabra. Passou-se a conhecer também o chamalote e o tecido com pelo de camelo fiado muito fino.
Da Arábia, seus artesãos trouxeram as técnicas do tingimento dos fios com substâncias naturais extraídas de plantas. Até então os tecidos ficavam crus e da cor da pelagem do animal.
Assim, com esse intercâmbio, mistura-se o saber e as técnicas, levando a tecelagem artesanal ao máximo da sua arte e de suas possibilidades.
A partir dessa época, no século XVI, os teares complicam-se cada vez mais para que possam tecer damascos e outros tecidos complicados.
Aparecem os pedais em número de até 12, o que exigia vários operários para ajudar o tecelão na tarefa de contar e levantar os fios.
Os tecidos se aproximam cada vez mais da tapeçaria com a execução de emblemas de nobreza, frases, lemas e escudos de armas exigidos pelos nobres.
Mas a invenção do torno de fiar produz um fio mais barato, permitindo que mais pessoas possam adquiri-lo. Começa a popularização da tecelagem mais delicada, fazendo com que mais pessoas, mesmo no campo, tenham interesse em ter um bom tear para tecer seus próprios tecidos.
No século XVI, os camponeses passaram a ter um tear em casa para tecer seus próprios tecidos. Em algumas regiões, quando não conseguiam fios, eles aproveitavam tecidos já usados de toalhas ou camisas. Cortavam essas peças em tiras e tornavam a tecê-las em nova urdidura de algodão.
Surgiram as chamadas "mantas da Catalunha" de tecido grosso e rústico, porém muito quente. Ele era muito colorido e de textura irregular, tendo em conta os diferentes tecidos usados nas tiras.Teciam tapetes e mantas com listras e desenhos decorativos muito bonitos. Era também chamado "tapete de trapo".
Hoje em dia encontram-se os verdadeiros tapetes de trapo em apenas algumas regiões da Península Ibérica.
Na Suíça encontramos esses tapetes como passadeiras de escadas nas casas das montanhas, mas não são tão bem trabalhados como os feitos nas Canárias.
Aqui no Brasil, conhecemos uma versão desses tapetes, usados como capachos ou tapetes de banheiro e cozinha tecidos ou feitos em crochê com tiras de tecidos.
Quando essa forma de tecer surgiu, há mais de 450 anos, muitas pessoas se entusiasmaram a trabalhar no tear e deve-se a isso o seu uso ter se conservado até hoje.
Depois do século XVI, as técnicas da tecelagem pouco mudaram até os nossos dias.
Continuou-se a trabalhar os tecidos adamascados e na Europa, com o cultivo das amoreiras, começou-se a produzir a seda. O tecido adamascado feito com seda em vez de algodão passou-se a chamar brocado. Os tecidos finos e bem trabalhados nas roupas caseiras continua a ser símbolo de riqueza e status.
A partir do século XVIII, houve uma decadência do tear. Dos quase 16000 de Sevilha no ano de 1575, restavam em 1780 apenas 18.
No campo muita gente utilizava-se ainda do tear, mas nas cidades, o interesse pelos produtos manufaturados quase que se extinguiu com o surgimento da mecanização.
O século XIX, século da mecanização e princípio da industrialização, inicia a era Moderna.
Não existe mais lugar para a atividade manual que requer, além de muita criatividade, muito tempo para ser concluído e também, muito trabalho e atenção. Nada disso condizia com a mentalidade progressista da época. A máquina a vapor comandava todas as atividades produtoras.
Os tecidos continuam a ser extremamente necessários e os teares não escaparam da mecanização.
Em 1804, o francês Joseph-Marie Jacquard apresenta o primeiro tear automático baseando-se na idéia de um conterrâneo. O principio do tear de Jacquard (conhecem esse nome do tecido trabalhado?) continua até hoje nas indústrias têxteis.
Esse tear foi e continua a ser o inimigo dos tecelões artesanais, pois elimina toda a criatividade no trabalho e acaba com o prazer de se conseguir trabalhos únicos e pessoais.
A outra razão do quase abandono do tear manual foi a chegada dos tecidos trazidos das colônias no final do século XVIII. Eram tecidos vistosos com cores vivas e materiais desconhecidos até então. Eram baratos e faziam concorrência direta aos tecidos artesanais já bem conhecidos dos compradores.
Entretanto, houve um estímulo inesperado ao produto do tear manual no início do século XX. O sul da França e a Catalunha tinha-se atrasado na industrialização do tear e continuavam a trabalhar de forma quase que artesanal um tecido chamado indiana.
Era um tecido de algodão bem forte, azul-escuro, que se usava para tendas de campanha. Esse tecido era usado principalmente pelos pioneiros e mineiros da América do Norte.
Apesar de necessário, ainda o mercado desse tecido artesanal teria sido muito pequeno se não tivesse acontecido uma coisa extraordinária.
No principio do século, um mineiro do Oeste dos Estados Unidos rasgou suas calças diversas vezes e, não tendo mais jeito para costurá-las, resolveu fazer novas calças utilizando o pano da sua tenda de campanha. O resultado foi fantástico. Muito forte, difícil de se costurar e quando se tornou impossível fazer a costura o homem usou em vez da linha, rebites.
Surgiam as úteis calças de brim ou as calças de sarja denin -serge de Nîmes- (região do sul da França)- os nossos famosos "jeans".
A partir de então esse tecido também foi mecanizado, mas durante 50 anos o tecido catalão foi produzido pelos teares artesanais.
Se o tear manual, tradicional, é conhecido e utilizado até os dias de hoje, devemos aos jovens da década de 70, a geração hippie, e a todos aqueles que queriam se aproximar da Natureza, valorizar a sua individualidade e criatividade e fazer algo com as próprias mãos, afastando-se das culturas ocidentais consumistas e recuperando as boas coisas do passado.
Se houve excessos e abusos nessa época, também se encontrou o equilíbrio entre a vida social ativa e o ritmo interior. Neste aspecto, a tecelagem e o artesanato constituem numa fonte de lazer e prazer.
Como todos podem verificar, em geral, os artesãos são gente calma, com outro ritmo e outra forma de entender a vida.
Tirando proveito das lições do passado, é possível prosseguir com a vida moderna e encontrar o equilíbrio e bem estar necessários para bem viver a vida nos dias atribulados de hoje. Vale a pena tentar. Não deixem passar a oportunidade.
O Tear no Mundo
Apesar de todas as transformações sofridas pela tecelagem desde a idade da Pedra, ela sempre foi útil e agente de equilíbrio aos povos da Terra.
Alguns povos continuam a utilizar o tear da forma primitiva sem alteração desde a antiguidade. Para eles o tear tradicional continua a ser uma necessidade.
Entretanto, outros povos alteraram e muito a sua maneira de viver através dos séculos e, para eles o tear manual transformou-se num meio de aproximação a uma vida mais natural e menos estressante.
No Oriente
O que deu fama ao Oriente no passado é hoje a sua especialidade - A tecelagem.
A China continua a ser a maior produtora de seda do mundo e com a industrialização passou também a ocupar o primeiro plano na fabricação de tecidos de algodão. Porém, já não utilizam mais os teares tradicionais.
O mesmo não aconteceu no Japão, onde as tradições são mais arraigadas. Lá, ainda se pode encontrar teares de madeira com pentes muito finos para a tecer a seda ou o xantungue apesar do grande desenvolvimento econômico do país.
Na Índia e regiões menos desenvolvidas do Extremo Oriente, ainda se utiliza muito o tear artesanal muito antigo para tecer a lã e o algodão. Na Tailândia e Filipinas os teares tiveram grande impulso com a vinda em massa de turistas.
O Oriente Médio, Turquia e Irã, famosos por seus tapetes tornaram-se também famosos por seus tecelões que fiam sua própria lã. Esses países utilizam também a lã em suas cores naturais, sem tingir.
Os países árabes continuam a ser os mestres na arte de fiar com rocas e tingir com tintas naturais os fios empregados em seus tapetes.
Na América
A tecelagem na América é muito antiga e possui essa tradição desde muito antes da chegada dos colonizadores.
Tanto os índios da América do Norte como os Navajos, Sioux etc. como os Astecas e Maias da América Central ou os Incas e outras tribos andinas da América do Sul utilizavam a tecelagem e faziam tecidos belíssimos.
Na América Latina a tradição manteve-se e os Peruanos, Bolivianos e Equatorianos nunca abandonaram os seus teares.
No México e Guatemala, os panos tecidos são lindíssimos e em certas aldeias fazem casacos, tapetes e agasalhos que são suas única fonte de renda.
Na América do Sul o tear conheceu um novo desenvolvimento a partir dos anos 70 com a chegada do turismo e a paixão dos europeus por produtos exóticos, mas nunca tinham abandonado a tecelagem e hoje seus produtos são conhecidos e valorizados em todo o mundo.
Nos Estados Unidos e Canadá, o tear não teve a mesma sorte, e quase se perdeu por completo com o quase extermínio dos índios nativos. Mas, hoje com a ajuda de antropólogos americanos, a cultura índia vai sendo pouco a pouco recuperada e em algumas reservas indígenas é possível comprar mantas e quadros com desenhos típicos dos índios.
Os índios americanos desenvolveram muito o tear artesanal e as mulheres índias teciam mantas e tapetes em teares verticais muito parecidos com os teares verticais utilizados no Oriente Médio para a fabricação de tapetes.
Mas, além do tear índio, existe uma tradição na América da utilização do tear artesanal, com as mesmas características do tear europeu, como meio de lazer e de criação artística.
Na Europa
A Europa destaca-se pela grande variedade de tecidos e maneiras de tecê-los.
Os países do leste europeu fazem trabalhos parecidos com os da América do Sul: muitas cores e pouca variedade de pontos. Utilizam a lã e teares bastante rústicos.
No sul da Europa, Grécia, Portugal, Espanha, Itália e sul da França, utilizam teares de baixo liço e pedais trabalhando o linho, o algodão e a lã em sua forma mais fina.
Embora nesses países a tecelagem se encontre muito industrializada, ainda se encontram teares artesanais e tecelões muito competentes que executam seus trabalhos neles.
Esses tecelões dão cursos em suas oficinas e, cada vez mais, se encontram nas lojas e feiras locais tecidos feitos à mão nessas oficinas pelos tecelões e seus discípulos.
Entretanto é no Norte da Europa que o tear artesanal se destaca até hoje.
Na Inglaterra, Alemanha, Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca o tear faz parte da vida desses povos.
Em quase toda casa existe um tear. Com a madeira que dispõe os noruegueses e suecos constroem teares fortes, práticos e bonitos onde tecem os famosos tapetes rya e os tecidos de dupla face. São os artistas do tear.
Não podemos deixar de destacar o belíssimo trabalho de tecelagem em seda feita nas Ilhas Canárias.

Na Espanha, apesar de diminuída, a tecelagem nunca acabou por completo e manteve-se bem viva nas Canárias, principalmente na ilha das Palmas. Existia no século XVIII quase que um tear por casa nessas ilhas e apesar da industrialização resistiu até os dias de hoje.
Na América Latina a tradição manteve-se e os Peruanos, Bolivianos e Equatorianos nunca abandonaram os seus teares.
No México e Guatemala, os panos tecidos são lindíssimos e em certas aldeias fazem casacos, tapetes e agasalhos que são suas única fonte de renda.
Na América do Sul o tear conheceu um novo desenvolvimento a partir dos anos 70 com a chegada do turismo e a paixão dos europeus por produtos exóticos, mas nunca tinham abandonado a tecelagem e hoje seus produtos são conhecidos e valorizados em todo o mundo.
Nos Estados Unidos e Canadá, o tear não teve a mesma sorte, e quase se perdeu por completo com o quase extermínio dos índios nativos. Mas, hoje com a ajuda de antropólogos americanos, a cultura índia vai sendo pouco a pouco recuperada e em algumas reservas indígenas é possível comprar mantas e quadros com desenhos típicos dos índios.
Os índios americanos desenvolveram muito o tear artesanal e as mulheres índias teciam mantas e tapetes em teares verticais muito parecidos com os teares verticais utilizados no Oriente Médio para a fabricação de tapetes.
Mas, além do tear índio, existe uma tradição na América da utilização do tear artesanal, com as mesmas características do tear europeu, como meio de lazer e de criação artística.
A Europa destaca-se pela grande variedade de tecidos e maneiras de tecê-los.
Os países do leste europeu fazem trabalhos parecidos com os da América do Sul: muitas cores e pouca variedade de pontos. Utilizam a lã e teares bastante rústicos.
No sul da Europa, Grécia, Portugal, Espanha, Itália e sul da França, utilizam teares de baixo liço e pedais trabalhando o linho, o algodão e a lã em sua forma mais fina.
Embora nesses países a tecelagem se encontre muito industrializada, ainda se encontram teares artesanais e tecelões muito competentes que executam seus trabalhos neles.
Esses tecelões dão cursos em suas oficinas e, cada vez mais, se encontram nas lojas e feiras locais tecidos feitos à mão nessas oficinas pelos tecelões e seus discípulos.
Entretanto é no Norte da Europa que o tear artesanal se destaca até hoje.
Na Inglaterra, Alemanha, Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca o tear faz parte da vida desses povos.
Em quase toda casa existe um tear. Com a madeira que dispõe os noruegueses e suecos constroem teares fortes, práticos e bonitos onde tecem os famosos tapetes rya e os tecidos de dupla face. São os artistas do tear.
Não podemos deixar de destacar o belíssimo trabalho de tecelagem em seda feita nas Ilhas Canárias.
Na Espanha, apesar de diminuída, a tecelagem nunca acabou por completo e manteve-se bem viva nas Canárias, principalmente na ilha das Palmas. Existia no século XVIII quase que um tear por casa nessas ilhas e apesar da industrialização resistiu até os dias de hoje.
Uma oficina tradicional em Tenerife que passa de geração a geração seus conhecimentos do cultivo e utilização da seda em tecidos maravilhosos.
Ali, tudo se faz como antigamente:- desde a criação do bicho da seda, da extração da seda dos casulos, da limpeza, do clareamento ou tingimento dos fios de seda com tintas naturais e da feitura de fios fortes para a urdidura e mais finos para a trama, até o trabalho de tecer esses fios em teares artesanais, produzindo trabalhos maravilhosos, executados na perfeição e que transportam para os dias de hoje a magia e a beleza do artesanato de antigamente.
 

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