Instituto Histórico IMPHIC - Betim

"Sapire ut protegas, Protegere ut conserues"

Vou postar a biografia de prefeitos anteriores para ficar facil de pesquisar por alunos da rede escolar

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01 - *RAUL SARAIVA RIBEIRO.

O primeiro prefeito de Betim ingressou na vida pública, ocupando uma cadeira na Assembléia Legislativa, no último mandato que aconteceu a ditadura varguista, paralisado em 1.937.
Raul Saraiva Ribeiro, descendente dos Valladares Ribeiro de Pará de Minas, era sobrinho do Governador Benedicto Valladares Ribeiro, tendo nascido em Florestal (Pará de Minas) a 22 de setembro de 1.903, filho de Francisco Saraiva de Andrade e Izabel Valladares Ribeiro. Dona Izabel, com 93 anos de idade, vive na cidade de Florestal, rodeada pelo zelo e carinho de familiares e amigos que ela conquistou ao longo de uma existência honrosa e honrada.
Nomeado Prefeito Municipal de Bomfim, ocupou o cargo até dezembro de 1.938.
Criado o Município e Comarca de Betim, por ato de 27 de dezembro de 1.938 foi removido para o mesmo, tomando posse a 2 de janeiro de 1.939, quando recebeu uma das maiores manifestações que Betim já prestou a um homem público.
Seu primeiro período administrativo – pois ocupou a Prefeitura por três vezes – vai de 2 de janeiro de 1.939 a 16 de novembro de 1.945, coincidindo o seu término com a saída do Governador Valladares, ocorrida onze dias antes.
Dona Clarice Campos de Almeida, sua esposa , fala da primeira administração de Raul Saraiva Ribeiro.
Seu entusiasmo era contangiante. Recebeu uma das tarefas mais árduas de um administrador municipal, justamente por ser o primeiro, com a responsabilidade total da organização do município. Com critério e zelo, organizou todos os serviços – elaboração dos códigos de posturas e tributário, leis complementares imprescindíveis ao planejamento urbanístico da cidade que nascia. Abriu ruas e avenidas, destacando-se a avenida Governador Valladares, a principal da cidade, toda urbanizada e jardinada. Esse período administrativo era sempre relembrado por Raul, com quem me casei em 20 de setembro de 1.944. Betim que ele passou a estimar como sua própria terra natal, o prestigiou e foi por ele prestigiada.
Dentro das possibilidades do município, sua administração adquiriu veículos e equipamentos para limpeza pública e transporte do pessoal, cuidou da educação e saúde, e quando da Reunião dos Prefeitos de Minas Gerais, promovida pelo Governo Benedicto Valladares Ribeiro, foi marcante sua atuação. De 25 de julho a 16 de agosto de 1.942, em Belo Horizonte, prefeitos de todo o Estado tiveram ampla liberdade de expor os problemas de suas regiões e de apresentar reivindicações. Da reunião, ficou um importante documento – a edição especial do “Minas Gerais”, de 1 de setembro de 1.942 – pela qual podemos sentir a presença constante de Raul Saraiva Ribeiro em todos os sentidos.

Água - Mostrou a necessidade do abastecimento dos distritos de Contagem, Campanhã e Neves, cujas obras exigiram 400:000$000.
Eletricidade - Aquisição da usina local, por 200:000$000.
Estradas - Objetivou a ligação Betim - Estação de Mário Campos, além da aquisição de veículos e máquinas para a abertura de estradas.
Pontes - Mostrou necessidade de pontes no Rio Betim, Ribeirão Bandeirinha, Ponte Nova, Ponte Alta, Ribeirão Soares, Ribeirão Água Suja, e Ribeirão do Sítio.
Estação - Pleiteou uma nova estação da estrada de ferro, orçada em 200:000$000.
Agência telegráfica, Grupos Escolares (três prédios para a cidade e distritos) e Posto de saúde, prédio para o Forum (orçado em 300 contos de réis) e campo de sementes, máquinas agrícolas e ferramentas, foram outros pedidos levados ao plenário do conclave.
A falta de autonomia dos municípios invalidava muitas reivindicações dos prefeitos. Nem todas eram atendidas pelo Governo, e a consecução de todas dependiam de sua autorização. Mesmo assim Raul Saraiva Ribeiro levou a quem de direito as necessidades de seus munícipes. Isto vem mostrar que o Prefeito se identificava com o povo e defendia a solução de seus problemas.
Uma das obras notáveis de sua primeira administração foi o traçado, conforme planta cadastral aprovada pela Secretaria da Viação e Obras Públicas, da Avenida amazonas, prolongamento da via que tem começo na Praça da Estação, em Belo Horizonte. O sonho de Benedicto Valladares era a conservação da mesma denominação da extensa via, de Belo Horizonte a Pará de Minas sua terra natal.
Nomeado Interventor do Estado de Minas Gerais, cargo que assumiu a 3 de fevereiro de 1.946, seis dias depois João Corrêa Beraldo reconduzia Raul Saraiva Ribeiro á Prefeitura de Betim, sendo mantido no cargo pelo Interventor Júlio Ferreira de Carvalho, até 13 de novembro do mesmo ano.
Findo o regime ditatorial, voltou á Prefeitura pelas urnas, cumprindo mandato de 1.955 a 1.959, o qual registramos adiante.
Raul Saraiva Ribeiro faleceu em Belo Horizonte, a 22 de outubro de 1.972.
(fonte: Funarbe/2007)
02 - *INNOCENTE SOARES LEÃO.

Segundo prefeito nomeado, governou de 16 de janeiro de 1.945 a 9 de fevereiro de 1.946 (interventor Nísio Batista de Oliveira).
Nasceu em Guanhães, MG., a 8 de junho de 1.905, filho de Benjamin Coelho Leão e dona Corina Soares Leão.
Cursou o primário em sua terra, no Grupo Padre Café. Em 1.925, bacharelou-se em pela Academia de Comércio de Juiz de Fora. Na mesma cidade, diplomou-se em odontologia pela Escola de Odontologia e Farmácia, em 1.932. Ainda em Juiz de Fora, dirigiu o Centro Odontológico Mineiro.
Em 1.947, completou o curso de Direito pela Escola de Direito da UFMG.
Além da Prefeitura de Betim, foi nomeado para a de Santa Rita do Jacutinga. Exerceu a Promotoria de Justiça em Campos Gerais.
Pesquisando a história de sua terra natal, Innocente Soares Leão deixou um volume – “Notas Históricas sobre Guanhães” – onde mostra sua argúcia e critério quanto ao trato dos acontecimentos históricos.
Seu falecimento ocorreu a 27 de dezembro de 1.974, em Belo Horizonte, onde fixara residência.
(fonte: Funarbe/2007)
03 - *DIVINO FERREIRA BRAGA.

O terceiro prefeito de Betim nasceu na fazenda da Cava, distrito de Contagem, a 29 de maio de 1.899, filho de Francisco Nogueira de Alvarenga e Dona Amélia Augusta de Alvarenga.
Cursou o primário no Grupo Escolar “Conselheiro Afonso Pena”, de Capela Nova do Betim, sendo um dos primeiros em aplicação nas classes das mestras Thereza de Magalhães e Cezarina de Brito.
De 1.9912 a 1.916 dedicou-se á Empresa Shnoor, “como empregado para qualquer serviço”, conforme ele observa.
A 7 de julho de 1.925 foi admitido como funcionário da Prefeitura Municipal de Santa Quitéria, para exercer o cargo de Fiscal do Distrito de Capela Nova do Betim.
Com a criação do município de Betim, em 1.938, foi promovido a Fiscal Geral do Município; no ano seguinte, a Chefe do Serviço de Fazenda Municipal, cargo no qual aposentou-se em 1.963.
Quando uma determinação governamental exigiu curso dos chefes fazendários municipais, sem o qual seriam exonerados, Divino Ferreira Braga, já idoso, estudou com afinco, varando noites com livros nas mãos, conseguindo uma das primeiras colocações entre quase uma centena de candidatos.
Sua nomeação para Prefeito Municipal de Betim foi em setembro de 1.945.
O que marca a atuação de Divino Ferreira Braga em Betim, não é seu período de governo municipal, bastante curto. Sua participação em quase todos os grandes movimentos e realizações, ao longo de 50 anos de vida do distrito e cidade, gera o penhor da gratidão popular por esse homem simples, um autodidata, que o esforço próprio conduziu a um descortinado conhecimento - de tudo um pouco. Liderando associações ou conferências de assistência aos pobres, fundando e dirigindo bandas de músicas, ou como um dos pioneiros do “foot-ball” em Minas – fundador do Vera-Cruz E.C. – Divino Ferreira Braga é incansável. Na política, presidiu o diretório do extinto uma das cadeiras do legislativo betinense, onde teve atuação reta e coerente com o bem estar comum.
(fonte: Funarbe/2007)
04 – EDMUNDO OROZIMBO DO AMARAL
Nomeado pelo Interventor Noraldino Lima, a 13 de novembro de 1.946, deixou o cargo a 3 de janeiro de 1.947, quando o Interventor Alcides Lins vagou as prefeituras com vistas á administração do Governo de Milton Soares Campos, empossado a 19 de março daquele ano.
Edmundo Orozimbo do Amaral nasceu em Capela Nova do Betim, a 21 de junho de 1.910, filho de José Felix da Mata e de Dona Maria Francisca do Amaral.
(fonte:Funarbe/2007)
05 – WALDYR DE BARROS.

É o primeiro prefeito de Betim nomeado por um governo estadual, eleito pelo povo, após o período ditatorial. Nomeação feita pelo Governador Milton Soares Campos, a 28 de março de 1.947.
Natural de Sete Lagoas, Waldyr de Barros nasceu a 28 de outubro de 1.911, filho de Olympio de Barros e de Dona Raimunda Evangelista de Barros.
Cursou o Colégio Izabela Hendrix e o Colégio Arnaldo (primário e secundário). Fez os preparatórios no Ginásio Mineiro, ingressando na Faculdade de Direito da UFMG, por onde graduou-se em 1.937.
(fonte:Funarbe/2007)
06 – PAULO FRANZEN DE LIMA.

Nomeado pelo Governador Milton Campos, administrou de 29 de março a 31 de dezembro de 1.947.
Paulo Franzen de Lima nasceu em Belo Horizonte, em fevereiro de 1.915, filho do Dr. Edgard Franzen de Lima e de Dona Regina Liberal de Lima.
Cursos, primário no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, preparatórios no Colégio Arnaldo e Direito pela Escola de Direito de Belo Horizonte, graduando-se em 1.936
(fonte: Funarbe/2007)
07 – *SYLVIO LOBO. 1.947 – 1.950

Sylvio Lobo nasceu em Uberaba (MG) a 117 de maio de 1.911. Quando tinha cinco anos de idade, seus pais, Alcides Lobo e Cleuza Silva Lobo, mudaram para Belo Horizonte.
Tão logo iniciou seus estudos no Grupo Escolar Barão de Macaubas, perdeu o pai. Superando todas as dificuldades, cursou o Colégio Arnaldo, depois ingressando na Faculdade de Direito da UFMG, na qual colou grau.
Sua atuação fora de Betim, é notável como oficial de gabinete de várias administrações de Belo Horizonte. Primeiro prefeito eleito de Betim, governou de 1 de janeiro de 1.948 a 31 de janeiro de 1.950, trazendo consigo a experiência de muitos anos no assessoramento da Prefeitura da Capital do Estado.
Eleito vereador, para o período 1.951/1.954, presídio as comissões de viação e Obras Públicas e a Especial de Tomadas de Contas.
Seu nome foi dado a estabelecimento betinense de ensino, em sinal de gratidão pelos serviços que prestou ao município.
O ex-Prefeito Sylvio Lobo faleceu a 23 de agosto de 1.975.
(fonte:Funarbe/2007)
08 - JOSÉ DE SANTANA TRIGUEIRO 1.951 – 1.954

Quando chegou a Betim, em 1.939, José de Santana Trigueiro vinha transferido de Bomfin, em companhia do prefeito Raul Saraiva Ribeiro, como secretário da Prefeitura Municipal. Desempenhava edêntico cargo em Bomfin, desde 1.925.
Até aposentar-se, continuou servindo ao Executivo betinense. Sua gestão administrativa vai de 31 de janeiro de 1.950 a 31 de janeiro de 1.955.
Os Trigueiro, tradicional família bonfinense, deram à sua terra figuras expressivas, entre as quais Antônio José de Sant’Anna Trigueiro e a educadora Adelaide Manoela Trigueiro.
José de Santana Trigueiro nasceu em Bomfin a 15 de setembro de 1.905, filho de José Francisco de Santana trigueiro e Dona Argentina Maria dos Reis, fazendo seus estudos no Internato Padre Figueiredo, de sua terra natal.
A instalação do Distrito de Sarzedo, no Município de Betim, foi presidida por ele a 7 de setembro de 1.952.
(fonte:Funarbe/2007)
09 – RAUL SARAIVA RIBEIRO. 1.955 - 1.958.

A volta de Raul Saraiva Ribeiro á Prefeitura Municipal de Betim, ficou marcada pelo seu empenho na solução dos problemas de água e luz. Sete anos antes, Sylvio Lobo iniciou o abastecimento através da perfuração de poços artesianos. Raul saraiva Ribeiro, a 6 de maio de 1.955, fazia ver ao Legislativo que a escassez do líquido tornava a distribuição irregular, tendo projetado a perfuração de mais dois poços.
Quanto à energia elétrica, tratamos do assunto em outra parte. Cumpre, ao ensejo, registrar que a administração Raul Saraiva Ribeiro lutou denodadamente junto a CEMIG - Centrais Elétricas de Minas Gerais, pelo término das obras iniciadas e muitas vazes paralisadas, para a Municipalidade ao pagamento de ações.
(fonte:Funarbe/2007)
10 – CÉSAR FONSÊCA E SILVA. 1.959 - 1.962.

A administração César Fonsêca transcorreu sem incidentes, tendo a seu favor um corpo legislativa operante, sempre pronto a prestigiá-la.
César Fonsêca e Silva, hoje dedicado ao comércio e indústria, é natural de Divinópolis (MG), nascido a 18 de outubro de 1.917, filho de Josaphat Fonsêca e Silva e Dona Maria Fonsêca e Silva.
(fonte:Funarbe/2007)
11 - *ALCIDES BRAZ. 1.963 – 1.966.

Sobre Alcides Braz, pessoas de diversas camadas sociais o conceituam na faixa das pessoas que levam a caridade ao extremo de sacrificar seu próprio bem estar e de seus dependentes em favor dos menos aquinhoados.
O pai de Alcides, Manoel Braz Obleiro, veio da Espanha para o Brasil em 1.890, indo trabalhar na construção do cais número 1 (um), no Rio de Janeiro, como mestre de obras.
Mudando-se para Minas Gerais, fixou residência em Matheus Leme, onde consorciou-se com Dona Zumira Guimarães. Alcides Braz, primogênito do casal, nasceu a 11 de junho de 1.913, e ainda pequeno passou com a família para Itauna, onde o pai instalou a primeira fundição.
Os estudos primários de Alcides, iniciados em Matheus Leme (1.921), foram complementados em Itauna. O ginasial, iniciado em Oliveira (1.928) foi terminado em Pará de Minas, no Ginásio de São Geraldo(1.932).
Voltando á fazenda paterna, trabalhou algum tempo como tropeiro. Reencetando os estudos em 1.935, ingressa na Escola de Farmácia de Ouro Preto, pretendendo, depois de gradua-se em farmácia, estudar medicina, o que por vontade materna, não concretizou.
Foi o único formado de 1.939 por aquela importante Escola. No ano seguinte consegue montar uma farmácia em Igarapé, onde conheceu sua futura esposa Lilith Angélica do Prado, consorciando-se a 14 de setembro de 1.943. Dois anos mais tarde, transferem-se para Matheus Leme.
Ingressando no funcionalismo público, é nomeado 1(primeiro) Farmacêutico do Serviço de Lepra do Estado de Minas Gerais, com função em Mário Campos, Colônia Santa Izabel, onde segundo sua esposa “encontrou paz e alegria, tendo até mesmo ingressado na banda de música local, quando mostrou-se hábil com flauta, baixo e requinta”.
Em 1.953, enviado a Bambui e Três Corações, como supervisor dos serviços locais de leprologia, teve trabalho que mereceu-lhe um prêmio de viagem a Europa, o qual recusou para não ficar longe de sua família.
Sua chegada a Betim, buscando melhores para estudos dos filhos, foi em 1.955. Um de seus dez filhos, Herbert Klinger Braz, é vereador á Câmara Municipal de Betim.
Muitas vezes, além de visitar doentes pobres, Alcides fornecia-lhes remédios de graça e dinheiro para mantimentos. Quando algum deles esboçava agradecimento, ela pedia: “Reze uma Ave - Maria pela alma de minha mãe...”.
Membro do Conselho de Farmácia do Estado de Minas Gerais, fundador e vice-diretor do Colégio Comercial Betinense, vereador em Betim, Alcides Braz foi mal compreendido por alguns e estimado por muitos. Seu falecimento, a 27 de junho de 1.973, ensejou á pobreza demonstrou o amor que tinha por ele, quando em massa o levou ao cemitério.
(fonte:Funarbe/2007)
12 – *ÁLVARO DE SALLAES BARBOSA. 1.967 – 1.970.

Álvaro de Salles Barbosa nasceu em Várzea do Pantana, município de Santa Quitéria, a 6 de novembro de 1.908, filho de Francisco de Salles Barbosa e Dona Eulália Joaquina do Nascimento.
Outro governo – o seu – que teve integral apoio da Câmara Municipal de Betim. Todavia, o desejo de realizar ia de encontro á escassez de recursos dos cofres municipais. O saneamento das finanças municipais foi sua grande preocupação, sem ajuda dos cofres estaduais, em idêntica falta de recursos.
(fonte:Funarbe/2007)

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